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16/08/2019 às 14h10

3ª temporada da 13 Reasons Why chega à Netflix


OLHAR DIGITAL
Foto: OLHAR DIGITAL

Nos últimos anos, foram muitos os casos de estudantes, no Reino Unido ou nos EUA, que protestaram, individualmente ou em grupo organizado, contra o que consideravam conteúdos perturbadores. Filmes de horror com perfurações de olhos? Cenas de estupro? Sexo explícito? Nada disso. O que perturba parte da juventude de hoje são alguns dos grandes clássicos da literatura, escritos muito antes de o politicamente correto ser gestado.

 

Numa era em que a depressão se tornou uma das mais perigosas doenças sociais, a sociedade se arma para tornar os jovens em pessoas ainda mais frágeis, em vez de contextualizar as obras num tempo certo da história e discutir isso civilizadamente.

 

Eis que uma das séries mais perturbadoras dos últimos tempos chega agora a sua 3ª temporada. 13 Reasons Why é cercada de polêmica porque, segundo muitos espectadores e críticos, tratava o tema do suicídio sem maiores cuidados. Digamos que diante de tal tema espinhoso, preferiu-se a mão pesada do que a delicadeza.

 

Há 60 anos, um texto essencial chamado 'Da abjeção' foi escrito pelo crítico francês Jacques Rivette a respeito de um filme italiano chamado Kapó, de Gillo Pontecorvo, sobre prisioneiros de um campo de concentração nazista.

 

Segundo Rivette, bastaria ver, nesse longa, 'o plano em que [a atriz Emmanuelle] Riva se suicida, jogando-se sobre o arame farpado eletrificado; o homem que decide, nesse momento, fazer um travelling para a frente para reenquadrar o cadáver em contra-plongée [câmera baixa], tomando cuidado para inscrever exatamente a mão levantada num ângulo de seu enquadramento final, esse homem só tem direito ao mais profundo desprezo.'




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