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21/01/2020 às 16h53

Após fuga, Corte pede mais segurança a juízes por medo de ataque do PCC

Magistrados temem que fação promova retaliação contra o Poder Judiciário


Midiamax
Foto: Divulgação

Presídio de onde criminosos fugiram no final de semana.

O presidente da Corte Suprema de Justiça do Paraguai, Eugênio Jiménez, solicitou que sejam adotadas medidas de reforço na segurança de juízes, funcionários e sedes do Poder Judiciário em todo o país, após a fuga de 76 prisioneiros do PCC (Primeiro Comando da Capital) ocorrida no domingo passado, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o município sul-mato-grossense de Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande.

 

De acordo com o jornal ABC Color, a ação tem como objetivo prevenir eventuais ataques da facção brasileira aos representantes do judiciário, em razão de condenações e apreensões que causaram prejuízo ao crime organizado.

 

Não é descartado que os criminosos aproveitem a situação para promover retaliações. As autoridades paraguaias acreditam que a fuga se trata, na verdade, de uma liberação, que contou com a ajuda de agentes.

 

Por volta das 5 horas da madrugada de domingo, detentos membros do PCC teriam fugido através de um túnel escavado de dentro da unidade até o lado de fora. Mais de 70 metros escavados, mais de 200 sacos de areia deixados em uma das celas da penitenciária e o fator mais questionado foi se nenhum agente penitenciário viu a fuga ou mesmo a escavação ou sequer suspeitou. Até o momento, seis deles foram recapturados no Paraguai e Mato Grosso do Sul.