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29/05/2018 às 04h51

Em 30 cidades do interior de MS não há um 'pingo' de combustível nos postos, diz sindicato


G1 MS
Foto: David Melo / Tv Morena

Caminhoneiros sendo escoltados pelo Exército

Em 30 cidades do interior de Mato Grosso do Sul não há combustível nos postos, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes (Sinpetro-MS). Entre os municípios estão: Bonito, Cassilândia, Água Clara, Ribas do Rio Pardo e Cassilândia.

 

Segundo sindicato, a situação no interior só poderá ser normalizada com a mudança de dois cenários.

 

O primeiro é se os caminhões conseguirem deixar as garagens das distrubuídoras. Nesta segunda-feira (28), alguns carregamentos só puderam ser feitos com escolta policial e do Exército. Em um dos carregamentos, cerca 20 carretas foram escoltadas na BR-163. Os veículos saíram de Campo Grande e foram levados para abastecer a região de Dourados.

 

"Não tem como colocar as carretas nas estradas nestas condições, é uma questão de segurança, achavamos que a greve ia terminar completamente hoje, mas não foi isso que ocorreu" disse o presidente do Sindepetro-MS, Edson Lazaroto.

 

O segundo ponto que afeta o abastecimento no interior é o baixo estoque das 8 distribuidoras de Campo Grande, que atendem todo o estado. Apenas 2 delas ainda têm estoque, ambos muito baixos. Se essas distribuídoras não forem reabastecidas, as cidades do interior vão continuar sem combustível. A expectativa das empresas é que o problema seja solucionado com a liberação gradual das estradas.

 

Situação na Capital

 

Todos os 148 postos de combustíveis da capital devem ser reabastecidos nesta terça-feira (29), é a previsão do Sinpetro-MS, cada posto vai receber entre 5 e 10 mil litros de combustíveis.

 

Mas o cenário ainda é preocupante, isso porque o nível de estoque das distribuidoras que atende o estado está muito baixo, e se não chegar carregamentos até quarta-feira (29), o problema da faltade combustível pode voltar a se repetir.

 

Nesta segunda-feira (28), cerca de 80% dos postos de Campo Grande já tinham combustíveis para atender a população, caminhões com combustível já estavam circulando normalmente das distribuidoras até as revendas.