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24/04/2019 às 14h42

Roda gigante é o que restou do Lollapalooza para Campo Grande


CAMPO GRANDE NEWS
Foto: DIVULGAÇÃO

A roda gigante de 22 metros de altura e 16 cabines é o que restou do Lollapalooza para os campo-grandenses. Não tem música, não tem banda, não tem rock. Mas o brinquedo chega ao Shopping Campo Grande no dia 30 de abril e faz lembrar que, na Capital, foi-se à época dos festivais. E a gente nem fala de atrações gringas. Falta evento grande até de artistas nacionais. Poucos devem se lembrar da última vez que a cidade recebeu um evento desse porte, nos anos 2000, período das Temporadas Populares. 

 

Para quem não conhece, Lollapalooza é um festival que recebe shows nacionais e internacionais de rock alternativo, heavy metal, punk rock e indie, e acontece anualmente em São Paulo e vários países. Neste ano, ocorreu de 4 a 6 de abril e contou com quatro palcos. Para cada dia, a programação teve 10 horas de música. Em 2002, por exemplo, a Capital chegou a receber 120 espetáculos no Temporadas Populares, a programação ia de abril a maio.

 

Enquanto isso, o que ainda tem por aqui é a Expogrande com artistas sertanejos ou funk. Aqueles que gostam de outro estilo musical ficam sem opção.

 

A falta de eventos de grande porte também ocorre por conta das leis mais rígidas, segundo organizadores. “A maior dificuldade que os promotores encontram hoje em Campo Grande, tanto para realizar um show ou festival de rock, como para qualquer outro estilo de música, é um espaço adequado que tenha todas as licenças e alvarás. Existe ainda uma legislação federal que limita os decibéis em 55, que é um número muito baixo e que facilmente se extrapola quando existe alguma atividade sonora”, explica o promotor de eventos, Gustavo Castelo, o Cegonha, que atua na área há 31 anos