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09/05/2019 às 15h10

‘Eu sei que era uma armadilha para mim’, confessa PM que teve filho morto fuzilado


TOP MIDIA NEWS
Foto: André de Abreu

“Eu sei que era para eu morrer, meu filho não fazia mal a ninguém. Também nunca fiz e não sei quem pode ter assassinado meu garoto’’. É assim que o policial militar Paulo Roberto Teixeira, em luto, descreve o assassinato do filho, o universitário Matheus Xavier, de 20 anos, morto a tiros de fuzil. 

 

Paulo participou, na manhã desta quinta-feira (9), de missa dedicada a Matheus. Ele diz que nunca sofreu ameaças e que há três anos mal sai de casa. “Não faço outra coisa que não seja cuidar da educação dos meus filhos. Estou dando a minha cara a tapa e sei que o assassino vai me ver. Não sei o que eu fiz para ele, mas se fiz algo, peço perdão. Por favor, que ele não faça mais nada com os meus outros dois filhos. Sei que a armadilha era para mim e não para o Matheus”, revela.

 

Paulo Xavier já foi preso duas vezes, sendo uma por envolvimento na máfia da Jogatina. Ele entrou para a PM em 1994. A operação que o prendeu - a Las Vegas - da PM e PF ocorreu em 2009.

 

Quando questionado sobre seu passado, o militar alega não ter feito nada de errado, pelo contrário, diz ter ajudado a sociedade. “Eu prendia alguém, falavam que eu participava do esquema e acabava preso também. Fui absolvido, mas quando trabalhava na área central consegui fechar mais de 20 bocas de fumo”, disse o PM