Menu
21º min
32º min

15/05/2019 às 14h20

Frio castiga de sem-teto a quem vive na favela e todos dependem de doações


midiamax
Foto: Marcos Ermínio

Neste início de semana, a primeira onda de frio do ano atingiu a capital sul-mato-grossense e derrubou severamente as temperaturas deixando algumas pessoas no aperto por conta da falta de agasalhos. Somente na noite desta terça-feira (14), a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) realizou quatro abordagens nas ruas da cidade, mas apenas uma pessoa foi encaminhada para abrigo, as outras recusaram atendimento.

 

A situação do frio é ainda mais sentida na favela do Noroeste, uma das regiões mais antigas da cidade. A população espera ansiosamente a chegada das primeiras doações. Localizada próxima a Uniderp Agrárias, a região, de acordo com alguns moradores, é muito fria, principalmente nos primeiros horários da manhã e nos finais da tarde, quando as quedas de temperatura são mais sentidas.

 

A assistência para a comunidade carente geralmente parte de entidades religiosas e de comunidades próximas, que fazem ações voluntárias uma vez por mês levam alimentos, roupas e às vezes sopão. As famílias que tem crianças em casa, recebem atenção especial.

 

Roberta Rodrigues é moradora da favela. Grávida de seis meses e com um filho de dez anos, ela contou ao Jornal Midiamax que durante os dias frios passa aperto e está sempre à espera de doações de casacos e alimentos.