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15/06/2019 às 09h40

Argentina discute conveniência de submarinos do Brasil


midia max
Foto: reprodução

A transferência de submarinos usados da Marinha do Brasil para a Argentina, anunciada há uma semana em Buenos Aires, ainda é uma ideia transitando em terreno pantanoso.

 

A possibilidade entrou na pauta há cerca de seis meses, como meio de substituir com certa rapidez o Ara San Juan, que naufragou em novembro de 2017 com 44 tripulantes e sob a suspeita de estar conduzindo uma missão de inteligência nas proximidades das Malvinas, disputadas com a Inglaterra. O governo argentino desmente a versão. Os britânicos não comentam.

 

O documento bilateral destaca apenas “o estudo da possibilidade de transferência de submarinos IKL da Marinha do Brasil à Armada Argentina”. Não trata de prazos. Fontes locais garantem que a entrega poderia envolver todos os quatro IKL-290/1400 empregados pelo Brasil há cerca de 30 anos. Não é bem assim.

 

Oficiais brasileiros sustentam que se a iniciativa prosperar, abrangerá apenas duas unidades, provavelmente o S-30 Tupi, de 1989, e o S-31 Tamoio, de 1994. São modelos leves, de 1.440 toneladas, 36 marinheiros, 61 metros, armados com torpedos e minas pesadas.