Apesar de ameaças de morte, jornalista estava calmo e brincou antes de ser executado

Léo Veras cumpriu sua rotina de trabalho normalmente antes de ser atacado

MIDIAMAX


Diferente do que foi relatado pela promotoria de justiça do Paraguai, o jornalista brasileiro Léo Veras, que atuava na fronteira e foi executado na noite desta quarta-feira (12), não vinha apresentando desvio de comportamento e se apresenta brincalhão, apesar de ameaças de morte. 

 

O fiscal da polícia Marco Amarilla disse à rádio paraguaia Universo que a esposa do jornalista, Cinthia Gonzáles, havia dito que o marido estava retraído, estressado e nervoso, dando a entender que poderia estar envolvido com algo perigoso.

 

“Ela disse que ele se despediu da família”, afirmou o fiscal, conforme divulgado pela imprensa local.

No entanto, a em entrevista a outra rádio, Cinthia desmentiu tais alegações. “Ele não me disse nada, sempre estava tranquilo e em nenhum momento se sentia com medo”.

 

Durante velório na cidade de Pedro Juan Caballero, na linha internacional com Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, amigos e colegas disseram que ele estava brincalhão.

 

Uma das pessoas que o viu momentos antes da execução explicou que Léo foi a uma unidade da Polícia Civil de Ponta Porã, fazer uma ronda jornalística de rotina e conferir boletins de ocorrência, ocasião em que brincou com os policiais, perguntando quem seria a vítima da noite, a ser executada. Outros colegas disseram que ele aparentava estar tranquilo.

 

O jornalista era dono do site de notícias Porã News. Ele jantava com a família no quintal de casa quando três homens encapuzados chegaram ao local e o executaram na noite desta quarta-feira (12). Ele tentou fugir mas foi atingido.

 

Os pistoleiros que o atacaram estariam em um Jeep Grand Cherokee. Léo já havia relatado ter recebido ameaças de morte.



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