Josep Bartomeu pede renúncia do cargo de presidente do Barcelona

GLOBO ESPORTE


Josep Maria Bartomeu, agora ex-presidente do Barcelona, em entrevista coletiva na segunda — Foto: German Parga/FCBarcelona

Josep Maria Bartomeu não é mais presidente do Barcelona. Um dia após dizer que nunca havia pensado em deixar o cargo, o dirigente apresentou sua carta de renúncia. A informação ainda não foi confirmada pelo clube, mas foi divulgada pelos principais veículos da Espanha. Toda a diretoria do clube também vai se afastar do comando.

 


O pedido de renúncia veio em reunião extraordinária da direção do clube nesta terça-feira. Bartomeu sofre pressão enorme pela renúncia desde a crise instaurada com o pedido de Messi para deixar o clube. Ele sofria um processo de Moção de Censura movido por mais de 20 mil sócios do Barça, cujo fim poderia levar à destituição da diretoria.De acordo com os relatos da imprensa espanhola, o motivo principal para o pedido de renúncia nesta terça-feira foi a não autorização da Generalidade Catalã (governo da Catalunha) para adiar a votação da Moção de Censura.

 


A continuidade do processo prevê um referendo com os sócios votantes do clube em um prazo de no máximo 20 dias úteis após a validação de todas as assinaturas, o que ocorreu no último dia 4 de outubro. Caso dois terços dos votantes optassem pela moção, a diretoria do Barcelona seria destituída, e novas eleições são convocadas.


 
Bartomeu e a diretoria do Barcelona optou pela renúncia em vez de enfrentar todo o processo. O atual mandato do dirigente ia até junho de 2021. Diante da crise, o próprio presidente havia antecipado as eleições para março do ano que vem.

 


Josep Bartomeu era presidente do Barça desde janeiro de 2014. Ele substituiu outro dirigente que havia renunciado ao cargo: Sandro Rosell. Em julho de 2015, ele venceu as eleições para um mandato de seis anos.

 


Sob o comando dele, a equipe catalã conquistou 13 títulos, dentre os quais incluem quatro edições do Campeonato Espanhol e uma da Liga dos Campeões. No entanto, em 2019/20, terminou uma temporada sem conquistas pela primeira vez desde 2008.



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