Em 30 cidades do interior de MS não há um 'pingo' de combustível nos postos, diz sindicato

G1 MS


Em 30 cidades do interior de Mato Grosso do Sul não há combustível nos postos, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes (Sinpetro-MS). Entre os municípios estão: Bonito, Cassilândia, Água Clara, Ribas do Rio Pardo e Cassilândia.

 

Segundo sindicato, a situação no interior só poderá ser normalizada com a mudança de dois cenários.

 

O primeiro é se os caminhões conseguirem deixar as garagens das distrubuídoras. Nesta segunda-feira (28), alguns carregamentos só puderam ser feitos com escolta policial e do Exército. Em um dos carregamentos, cerca 20 carretas foram escoltadas na BR-163. Os veículos saíram de Campo Grande e foram levados para abastecer a região de Dourados.

 

"Não tem como colocar as carretas nas estradas nestas condições, é uma questão de segurança, achavamos que a greve ia terminar completamente hoje, mas não foi isso que ocorreu" disse o presidente do Sindepetro-MS, Edson Lazaroto.

 

O segundo ponto que afeta o abastecimento no interior é o baixo estoque das 8 distribuidoras de Campo Grande, que atendem todo o estado. Apenas 2 delas ainda têm estoque, ambos muito baixos. Se essas distribuídoras não forem reabastecidas, as cidades do interior vão continuar sem combustível. A expectativa das empresas é que o problema seja solucionado com a liberação gradual das estradas.

 

Situação na Capital

 

Todos os 148 postos de combustíveis da capital devem ser reabastecidos nesta terça-feira (29), é a previsão do Sinpetro-MS, cada posto vai receber entre 5 e 10 mil litros de combustíveis.

 

Mas o cenário ainda é preocupante, isso porque o nível de estoque das distribuidoras que atende o estado está muito baixo, e se não chegar carregamentos até quarta-feira (29), o problema da faltade combustível pode voltar a se repetir.

 

Nesta segunda-feira (28), cerca de 80% dos postos de Campo Grande já tinham combustíveis para atender a população, caminhões com combustível já estavam circulando normalmente das distribuidoras até as revendas.



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