‘Bancários’ que deixaram R$ 37 mil de prejuízo a idosos de MS tinham até crachás falsos de financeiras

Dois suspeitos foram presos pelo Garras em dezembro do ano passado

MIDIAMAX


Foto: Ilustrativa

Leonardo Melo de Souza e Willian Siqueira Ribeiro, presos em Campo Grande pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) por suspeita de deixarem R$ 37 mil de prejuízo a idosos de Mato Grosso do Sul, tinham até crachás falsos de instituições financeiras, com o objetivo de legitimar os golpes aplicados. Eles seriam integrantes de uma quadrilha de São Paulo, especialista neste tipo de estelionato.

Conforme denúncia oferecida pelo MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), os fatos ocorreram no mês de outubro do ano passado. Uma das vítimas recebeu ligação de uma mulher que se passava por agente de segurança da Caixa Econômica Federal. A desconhecida informou à idosa que terceiros teriam clonado o cartão de crédito dela e estavam usando para compras no valor de R$ 2,3 mil, na cidade de Dourados. 

Em seguida, a suposta atendente, que na verdade era uma comparsa dos golpistas, informou à vítima um telefone 0800 para que ela entrasse em contato com a central de atendimento para bloqueio do cartão. No entanto, o número era direcionado para outra pessoa da quadrilha que solicitava dados pessoais e, por fim, pedia a senha do cartão, diante da justificativa de que desta forma, conseguiria cancelar as compras e evitar o prejuízo. 

Em seguida, a idosa era orientada a escrever uma carta de próprio punho, a cortar o cartão ao meio e colocá-lo dentro de um envelope lacrado. Todos os artifícios eram para convencer a vítima de que o cartão seria destruído, no entanto, o chip permanecia intacto, o que garantia sucesso do golpe. Mais tarde, a idosa entregou o envelope lacrado a um dos autores presos pelo Garras, que se passava por funcionário do banco responsável pelo envio para destruição. Com os dados da vítima, eles deixaram prejuízo de R$ 15 mil.

Consta ainda que no mesmo período, mais duas pessoas foram lesadas. O Garras tomou conhecimento dos fatos e,no dia 26 de outubro, prendeu Willian e Leonardo em um hotel no centro da Capital. Eles confirmaram serem de São Paulo e que estavam em Mato Grosso do Sul para efetuar tais golpes, como responsáveis pela coleta dos cartões. No local, foram apreendidas com eles 15 maquininhas usadas em compras e créditos em nome das vítimas. A dupla foi presa em flagrante, indiciada e agora responde processo criminal.



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