Servidor público, pastor suspeito de estuprar adolescente de 15 anos é afastado

Crime teria ocorrido em 2019; suspeito era coordenador de um Centro de Convivência do Idoso na Capital desde fevereiro de 2025

Ivi Notícias/midia max


O servidor público, de 35 anos, suspeito de estuprar uma adolescente de 15 anos, em Campo Grande, será afastado das funções na Prefeitura Municipal. O crime teria ocorrido em 2019 e o suspeito atuava como coordenador de CCI (Centro de Convivência do Idoso) na Capital desde fevereiro do ano passado.

O crime foi denunciado à polícia no último dia 30 de janeiro, na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), quando a vítima, hoje com 21 anos, foi até a unidade para registrar boletim de ocorrência e pediu medidas protetivas contra o pastor.

O Jornal Midiamax acionou a Prefeitura Municipal que, em nota, informou, ainda na segunda-feira (2), que estava apurando os fatos para adotar as providências administrativas cabíveis. O pastor foi nomeado em fevereiro de 2025 para o cargo de coordenador e constava com matrícula ativa no Portal da Transparência até janeiro deste ano.

Na manhã desta terça (3), a administração municipal divulgou que o servidor será afastado. “A Prefeitura de Campo Grande informa que tomou conhecimento da denúncia envolvendo um servidor público acusado de estupro. Diante do caso, o servidor será afastado de suas funções até a conclusão das apurações dos fatos pelas autoridades competentes”, informou.

Estupro

À polícia, a jovem disse que o estupro aconteceu durante as férias escolares em 2019, quando estava na casa de um parente. No dia do crime, os parentes saíram e, enquanto ela ficou sozinha no imóvel, o suspeito apareceu, procurando pelo morador.

Na ocasião, a menina informou ao pastor que o parente não estava em casa. Mesmo assim, ele teria adentrado o imóvel, segurado a vítima e empurrado-a para um quarto. O líder religioso tirou as roupas da jovem de forma violenta e a estuprou.

Após o estupro, a vítima relatou que o homem a deixou no imóvel e saiu. Logo, retornou e deu um comprimido a ela — possivelmente pílula do dia seguinte. Por ser pastor, o suspeito tinha um forte vínculo de confiança com o familiar da vítima e livre acesso à casa dele.

Premeditado

Ainda de acordo com a denúncia, o pastor ameaçou matar os familiares da menina, caso ela revelasse o estupro. Por conta disso, a vítima passou a ter medo e ficou traumatizada, desenvolvendo problemas psicológicos. Ela relatou que há outra denúncia de estupro envolvendo o servidor.

A jovem disse acreditar que o estupro foi premeditado, pois o pastor sabia que ela estaria sozinha na residência. Isso porque o líder religioso havia falado com o parente dela via telefone momentos antes do crime, ocasião em que foi informado de que estava de saída e a vítima ficaria em casa.

Na delegacia, os familiares da jovem negaram-se a passar o endereço do pastor por não acreditarem na vítima. A jovem pediu medidas protetivas de urgência contra o suspeito.


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