Cidades / Deodápolis
DEODÁPOLIS: Justiça condena a 58 anos grupo que usava MS como rota do tráfico
Grupo criou uma empresa de fachada para que caminhões com drogas circulassem livremente em MS
Midiamax
Quatro pessoas acusadas de serem membros de um grupo criminoso que usava Mato Grosso do Sul como rota para o tráfico de drogas foram condenadas. As penas somam 58 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. A decisão foi divulgada na manhã desta quarta-feira (20) pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
De acordo com as informações, a quadrilha usava o território sul-mato-grossense como rota para transporte de entorpecentes para outros estados. As investigações iniciaram-se em 2024, quando um dos condenados foi preso em flagrante em Deodápolis. Na ocasião, foi encontrado um fundo falso no tanque de combustível.
No fundo falso, foram encontrados cerca de 205,20 quilos de cocaína distribuídos em tabletes. A droga seria enviada para o Paraná, estado vizinho de Mato Grosso do Sul. O flagrante foi na MS-276, feito por policiais federais.
A partir desta situação, o preso foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão em regime fechado. Com o andamento das investigações, foi identificado um trabalho minucioso da quadrilha. Dessa forma, foi possível desvendar o crime além do transporte de drogas.
Segundo o MPMS, o grupo havia montado uma rede para lavagem de dinheiro, com uma base construída em Santa Catarina. Com isso, era possível que caminhões irregulares circulassem de forma ilícita nas rodovias de MS. Na ocasião, criminosos usavam empresa de fachada para praticar o crime.
Empresa de fachada
De acordo com as informações, os criminosos construíram uma empresa de fachada para manter os crimes. A empresa respondia pelo comércio de veículos, contudo, não havia estoque nem mesmo estrutura compatível com uma empresa.
A pessoa jurídica, ou seja, o criminoso, simulava transações bancárias e até mesmo notas fiscais fraudulentas para praticar o transporte de drogas.
As investigações conseguiram mapear o fluxo de dinheiro do grupo. Dessa maneira, foi possível identificar as transferências bancárias como pagamentos via Pix, que eram destinados a membros do grupo criminoso. Com a soma das transações, foram totalizados mais de R$ 102 mil no período da investigação.
No mês de abril, os presos foram condenados pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro.
Os integrantes nomeados como gestores do esquema foram condenados a 15 anos e 9 meses de prisão. Já os outros dois membros foram condenados a 13 anos e seis meses de prisão cada um.
