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Jeniffer Gimenez revela desafios, superação e sucesso como berranteira no podcast Além do Feed
Ivi Notícias/Redação Ivinoticias
O último episódio da primeira temporada do Podcast Além do Feed, apresentado pela jornalista Jéssyca Nunes, trouxe uma conversa marcada por histórias de superação, preconceito, relacionamentos e conquistas. A convidada foi Jeniffer Gimenez, berranteira, que compartilhou detalhes de como começou na atividade e dos desafios enfrentados até conquistar espaço nas arenas e nas redes sociais.
Durante o bate-papo, Jeniffer contou que a paixão pelo berrante surgiu de maneira inesperada, quando ainda tinha cerca de 13 anos. Segundo ela, ninguém da família tinha ligação com o universo do berrante ou das comitivas, mas uma vontade repentina fez com que pedisse ao pai um instrumento.
“Deus colocou isso no meu coração e eu senti a vontade e falei: se está no meu coração, eu vou tentar”, relatou.
O pai acabou presenteando a filha com um berrante, inicialmente acreditando que aquilo poderia ser apenas uma brincadeira. No entanto, a jovem levou a atividade a sério e começou a treinar.
“ISSO NÃO É PARA MULHER”
A trajetória, porém, não foi marcada apenas por incentivo. Jeniffer também precisou enfrentar comentários machistas e pessoas que duvidavam de sua capacidade.
Ela relembrou uma situação em que ouviu de um homem que tocar berrante não era coisa para mulher e que ela não conseguiria. A resposta veio em forma de determinação.
“Eu falei assim: você espera. Ano que vem, nessa mesma data, você vai ver eu entrando nessa arena”, contou.
Determinada a cumprir a promessa, Jeniffer procurou a comissão organizadora de um evento e perguntou se poderia participar da entrada na arena. Foi então informada de que precisaria de um berrante maior e mais profissional.
Na época, ainda adolescente e em seu primeiro emprego, ela decidiu comprar o instrumento. O berrante custava cerca de R$ 400, valor que foi parcelado em dez vezes.
“Eu falei assim: eu vou entrar naquela arena. Eu peguei esse berrante, eu treinei, treinei, treinei”, contou.
A primeira entrada aconteceu em Angélica, quando Jeniffer tinha aproximadamente 14 ou 15 anos. Ela conseguiu entrar na arena e realizar a apresentação. Depois, veio a pandemia e os rodeios foram interrompidos.
Com a retomada dos eventos, Jeniffer voltou a se apresentar e, novamente, Angélica teve um papel importante em sua trajetória.
Anos depois, ela reencontrou justamente o homem que havia duvidado de sua capacidade. Desta vez, ele a parabenizou pelo trabalho e reconheceu sua evolução.
Jeniffer então relembrou a ele o episódio ocorrido anos antes.
“Eu falei assim: vou te agradecer. (...) Porque no ano tal, no dia tal, lá na arena, você falou que eu não dava conta, que isso não era coisa de mulher”, contou.

