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Ex-funcionário é preso com carga de carnes furtada em MS
GOI, DERF e Polícia Militar recuperaram produtos avaliados em mais de R$ 13,6 mil; suspeito teria usado chave antiga para acessar câmara fria
Ivi Notícias/Jornal da Nova
Uma ação conjunta entre o GOI (Grupo de Operações e Investigações), a DERF (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos) e a Polícia Militar resultou na recuperação de uma carga de carnes e outros produtos furtados de uma transportadora em Campo Grande.
O caso ocorreu na madrugada de sábado (15), em um centro comercial localizado no bairro Jardim Carioca. Conforme a Polícia Civil, o supervisor de cargas e descargas da empresa percebeu, por meio do sistema de monitoramento, que um ex-funcionário havia entrado no depósito de produtos congelados e acionou as autoridades por volta das 2h50.
A DERF já acompanhava ocorrências anteriores registradas na mesma empresa e repassou informações de inteligência às equipes policiais. A partir desses dados, investigadores do GOI intensificaram o patrulhamento e a vigilância na região.
Por volta das 4h, com apoio de uma equipe da Força Tática da Polícia Militar, os policiais interceptaram um Chevrolet Onix preto, na Avenida Sete.
Dentro do veículo estava um ex-funcionário da transportadora, de 24 anos, apontado como autor do furto. Segundo a Polícia Civil, toda a carga subtraída foi localizada no automóvel.
Foram recuperadas 13 caixas de picanha fatiada, avaliadas em R$ 12.950; duas caixas de bacon, estimadas em R$ 580; e um fardo de suco, avaliado em R$ 100. O valor total dos produtos chega a aproximadamente R$ 13,6 mil.
Além da mercadoria, os policiais apreenderam um aparelho celular, o veículo utilizado na ação e uma chave que, conforme a investigação, teria sido empregada para acessar o escritório e abrir a câmara frigorífica.
Chave teria sido guardada desde época em que suspeito trabalhava no local
Durante a abordagem, conforme a Polícia Civil, o suspeito confessou o furto e afirmou que utilizou uma chave antiga que havia mantido consigo desde o período em que trabalhava na empresa.
Ele estava acompanhado do irmão, de 26 anos, que declarou ter sido chamado para receber carne de presente e alegou desconhecer a origem ilícita da mercadoria.
O investigado também mencionou a possível participação de um funcionário que ainda trabalha na empresa. A eventual colaboração dessa terceira pessoa deverá ser apurada no decorrer da investigação.
O caso é tratado como furto qualificado, com circunstâncias relacionadas ao período noturno, concurso de pessoas e possível abuso de confiança. As investigações prosseguem para esclarecer a participação de todos os envolvidos.

