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15/05/2019 às 14h45

Filme usa viagem no tempo para criticar racismo e violência policial


coreio do estado
Foto: divulgação

Desde o lançamento do fenômeno “De Volta Para o Futuro”, na década de 1980, a indústria cinematográfica tem se aprofundado bastante no tema de viagem no tempo. Se aproveitando do fascínio das pessoas por essa temática, a nova produção original da Netflix, “A Gente Se Vê Ontem”, estreia na plataforma dia 17 de maio e conta com a direção de Spike Lee, produtor, diretor e ator americano conhecido por abordar problemáticas da vida dos negros no mundo atual em seus filmes. O longa possui aproximadamente 80 minutos e fez sua estreia no Festival de Cinema de Tribeca, no dia 3 de maio.

 

A história é centrada em dois jovens estudantes do ensino médio, C.J. Walker (Eden Duncan-Smith) e Sebastian Thomas (Dante Crichlow), moradores do East Flatbush, vizinhança residencial no Brooklyn (Nova York). Apesar de serem muito inteligentes, não têm como bancar o sonho de estudar em uma boa universidade. Por causa disso, a dupla de melhores amigos resolve criar uma máquina que os permita viajar pelo espaço-tempo e apresentá-la na feira de ciências da escola. Porém, quando o irmão mais velho de CJ é assassinado por um policial ao ser confundido com um assaltante armado, os jovens vão fazer uso da invenção para tentar mudar esse terrível destino, mesmo sabendo dos perigos de se ir para o passado.

 

“A Gente Se Vê Ontem” não é só um filme sobre viagem no tempo, mas é também uma crítica aos preconceitos de uma sociedade racista e a violência policial com os negros nos Estados Unidos. O longa faz uso do injusto assassinato do irmão de CJ – morto pois os policiais confundiram seu celular com uma arma – para ilustrar a morte de diversos outros jovens negros que, mesmo sem ter apresentado qualquer tipo de resistência ou provocação, foram brutalmente assassinados pela polícia americana.